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quarta-feira, 30 de maio de 2012

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A vida me ensinou...
A dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração;
Sorrir às pessoas que não gostam de mim,
Para mostrá-las que sou diferente do que elas pensam;
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade, para que eu possa acreditar que tudo vai mudar;
Calar-me para ouvir; aprender com meus erros.
Afinal eu posso ser sempre melhor.
A lutar contra as injustiças; sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo.
A ser forte quando os que amo estão com problemas;
Ser carinhoso com todos que precisam do meu carinho;
Ouvir a todos que só precisam desabafar;
Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafetos;
Perdoar incondicionalmente, pois já precisei desse perdão;
Amar incondicionalmente, pois também preciso desse amor;
A alegrar a quem precisa;
A pedir perdão;
A sonhar acordado;
A acordar para a realidade (sempre que fosse necessário);
A aproveitar cada instante de felicidade;
A chorar de saudade sem vergonha de demonstrar;
Me ensinou a ter olhos para "ver e ouvir estrelas",
embora nem sempre consiga entendê-las;
A ver o encanto do pôr-do-sol;
A sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser;
A abrir minhas janelas para o amor;
A não temer o futuro;
Me ensinou e está me ensinando a aproveitar o presente,
como um presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesmo tenha que lapidar, lhe dando forma da maneira que eu escolher.
Charles Chaplin

domingo, 11 de março de 2012

sábado, 18 de junho de 2011

Efeito Borboleta

“As batidas das asas de uma borboleta podem causar um tufão do outro lado do mundo”
Teoria do Caos
A teoria apresentada acima parece pouco provável, mas é uma boa metáfora para ilustrar aquilo que pode ocorrer com simples ações que praticamos em nosso cotidiano.

Toda ação gera uma reação. Tudo que fizermos gerará efeitos que se alastrarão num efeito dominó; seja ela a menor das ações. Esses efeitos repercutirão na vida das pessoas que conhecemos e até mesmo na vida de pessoas que nunca veremos na vida. Porém, esses efeitos são irreverssíveis, mesmo após nossas tentativas de reverter a situação.

Errar é humano, mas quanto mais refletirmos sobre os efeitos das nossas ações, menores serão nossos erros e menores serão os prejuízos às pessoas que amamos e a todos os seres do nosso Planeta e do Universo.

Grande abraço!

Prof. Daniel

Filme: Efeito borboleta

sábado, 7 de maio de 2011

Epitáfio - Titãs

Um epitáfio (do grego antigo ἐπιτάφιος [epitáfios], "sobre a tumba") são frases escritas sobre túmulos, mausoléus e campas cemiteriais para homenagear pessoas ali sepultadas. Normalmente, os dizeres são colocados em placas de metal ou pedras. (wikipedia.org)


Procure deixar boas lembranças para seu Epitáfio.
Reflita com esta linda mensagem dos Titâs sobre o que você quer escrever aqui.


OU

sábado, 23 de abril de 2011

DISCURSO DO EMBAIXADOR MEXICANO

 Um discurso feito pelo embaixador Guaicaípuro
 Cuatemoc, de ascendência indígena, "defendendo o
 pagamento da dívida externa do seu país, o México,"
 embasbacou os principais chefes de Estado da
 Comunidade Européia. A conferência dos chefes de
 Estado da União Européia, Mercosul e Caribe, em maio
 de 2002 em Madri, viveu um momento revelador e
 surpreendente: os chefes de Estado europeus ouviram
 perplexos e calados um discurso irônico, cáustico e
 de exatidão histórica que lhes fez Guaicaípuro
 Cuatemoc. 

 Eis o discurso:

 "Aqui estou eu, descendente dos que povoaram a 
 América há 40 mil anos, para encontrar os que a 
 "descobriram" só há 500 anos. O irmão europeu da 
 aduana me pediu um papel escrito, um visto, para 
 poder descobrir os que me descobriram. O irmão 
 financista europeu me pede o pagamento - ao meu 
 país- ,com juros, de uma dívida contraída por Judas, 
 a quem nunca autorizei que me vendesse. Outro irmão 
 europeu me explica que toda dívida se paga com 
 juros, mesmo que para isso sejam vendidos seres 
 humanos e países inteiros sem pedir-lhes 
 consentimento. Eu também posso reclamar pagamento e 
 juros. 

 Consta no "Arquivo da Cia. das Índias Ocidentais" 
 que, somente entre os anos 1503 e 1660, chegaram a 
 São Lucas de Barrameda 185 mil quilos de ouro e 16 
 milhões de quilos de prata provenientes da América. 

 Teria sido isso um saque? Não acredito, porque seria 
 pensar que os irmãos cristãos faltaram ao sétimo 
 mandamento! Teria sido espoliação? Guarda-me 
 Tanatzin de me convencer que os europeus, como Caim, 
 matam e negam o sangue do irmão. 

 Teria sido genocídio? Isso seria dar crédito aos 
 caluniadores, como Bartolomeu de Las Casas ou Arturo 
 Uslar Pietri, que afirmam que a arrancada do 
 capitalismo e a atual civilização européia se devem 
 à inundação de metais preciosos tirados das 
 Américas. 

 Não, esses 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de 
 quilos de prata foram o primeiro de tantos 
 empréstimos amigáveis da América destinados ao 
 desenvolvimento da Europa. O contrário disso seria 
 presumir a existência de crimes de guerra, o que 
 daria direito a exigir não apenas a devolução, mas 
 indenização por perdas e danos. 

 Prefiro pensar na hipótese menos ofensiva. 

 Tão fabulosa exportação de capitais não foi mais do 
 que o início de um plano "MARSHALL MONTEZUMA", para 
 garantir a reconstrução da Europa arruinada por 
 suas deploráveis guerras contra os muçulmanos, 
 criadores da álgebra, da poligamia, e de outras 
 conquistas da civilização. 

 Para celebrar o quinto centenário desse empréstimo, 
 podemos perguntar: Os irmãos europeus fizeram uso 
 racional responsável ou pelo menos produtivo desses 
 fundos? 

 Não. No aspecto estratégico, dilapidaram nas 
 batalhas de Lepanto, em navios invencíveis, em 
 terceiros reichs e várias formas de extermínio 
 mútuo. No aspecto financeiro, foram incapazes, 
 depois de uma moratória de 500 anos, tanto de 
 amortizar o capital e seus juros quanto 
 independerem das rendas líquidas, das 
 matérias-primas e da energia barata que lhes 
 exporta e provê todo o Terceiro Mundo. 

 Este quadro corrobora a afirmação de Milton 
 Friedman, segundo a qual uma economia subsidiada 
 jamais pode funcionar e nos obriga a reclamar-lhes, 
 para seu próprio bem, o pagamento do capital e dos 
 juros que, tão generosamente, temos demorado todos 
 estes séculos em cobrar. Ao dizer isto, esclarecemos 
 que não nos rebaixaremos a cobrar de nossos irmãos 
 europeus, as mesmas vis e sanguinárias taxas de 20% 
 e até 30% de juros ao ano que os irmãos europeus 
 cobram dos povos do Terceiro Mundo. 

 Nos limitaremos a exigir a devolução dos metais 
 preciosos, acrescida de um módico juro de 10%, 
 acumulado apenas durante os últimos 300 anos, com 
 200 anos de graça. Sobre esta base e aplicando a 
 fórmula européia de juros compostos, informamos aos 
 descobridores que eles nos devem 185 mil quilos de 
 ouro e 16 milhões de quilos de prata, ambas as 
 cifras elevadas à potência de 300, isso quer dizer 
 um número para cuja expressão total será necessário 
 expandir o planeta Terra. 

 Muito peso em ouro e prata... quanto pesariam se 
 calculados em sangue? 

 Admitir que a Europa, em meio milênio, não conseguiu 
 gerar riquezas suficientes para esses módicos juros, 
 seria como admitir seu absoluto fracasso 
 financeiro e a demência e irracionalidade dos 
 conceitos capitalistas. 

 Tais questões metafísicas, desde já, não inquietam a 
 nós, índios da América. Porém, exigimos assinatura 
 de uma carta de intenções que enquadre os povos 
 devedores do Velho Continente e que os obriguem a 
 cumpri-la, sob pena de uma privatização ou 
 conversão da Europa, de forma que lhes permitam 
 entregar suas terras, como primeira prestação de 
 dívida histórica..." 

 Quando terminou seu discurso diante dos chefes de 
 Estado da Comunidade Européia, o Cacique 
 Guaicaípuro Guatemoc não sabia que estava expondo 
 uma tese de Direito Internacional para determinar a 
 Verdadeira Dívida Externa. 
 Agora resta que algum Governo Latino-Americano tenha 
 a dignidade e coragem suficiente para impor seus 
 direitos perante os Tribunais Internacionais. 
 Os europeus teriam que pagar por toda a espoliação 
 que aplicaram aos povos que aqui habitavam, com 
 juros civilizados. 

 Publicado no Jornal do Comércio - Recife/PE.

quinta-feira, 31 de março de 2011

OS ÍNDIOS ERAM CEGOS?

– Quando eu tinha 9 anos, estava na escola e a professora nos explicou que o primeiro homem que tinha visto dois mares foi um conquistador espanhol. Daí eu levantei a mão e perguntei, “os índios eram cegos?” Foi quando tive a primeira expulsão, por ter essa mania de ser um averiguador da vida e formular perguntas incômodas.


Fragmento de entrevista de Eduardo Galeano ao Jornal da PUC - Edição 211

segunda-feira, 28 de março de 2011

O DIREITO AO DELÍRIO Por Eduardo Galeano


Que tal começarmos a exercer o direito de sonhar?
Que tal se delirarmos um pouquinho?

No próximo milênio, o ar estará limpo de todo veneno
O televisor deixará de ser
o membro mais importante da família
As pessoas trabalharão para viver,
em vez de viver para trabalhar.

Os economistas não chamarão
nível de vida o nível de consumo,
nem chamarão qualidade de vida
a quantidade de coisas.

Ninguém será considerado herói
ou tolo só porque faz aquilo que
acredita ser justo, em vez de fazer
aquilo que mais lhe convém.

A comida não será uma mercadoria,
nem a comunicação um
negócio, porque comida e comunicação
são direitos humanos.

A educação não será um privilégio
apenas de quem possa pagá-la.
A polícia não será a maldição daqueles
que não podem comprá-la.

A justiça e a liberdade, irmãs
siamesas condenadas a viverem separadas,
voltarão a juntar-se, bem unidas
ombro com ombro.

E os desertos do mundo e os desertos
da alma serão reflorestados.

EDUARDO GALEANO (tradução livre de Rodrigo Espinosa Cabral)

O PARADOXO ANDANTE

Por Eduardo Galeano

Cada dia, ao ler os jornais, assisto a uma aula de história.
Os diários ensinam-me pelo que dizem e pelo que silenciam.
A história é um paradoxo andante. A contradição lhe move as pernas. Talvez por isso os seus silêncios digam mais que suas palavras e muitas vezes as suas palavras revelam, mentindo, a verdade.
Dentro em breve será publicado um livro meu chamado Espejos. É algo assim como uma história universal, e desculpem o atrevimento. "Posso resistir a tudo, menos à tentação", dizia Oscar Wilde, e confesso que sucumbi à tentação de contar alguns episódios da aventura humana no mundo do ponto de vista dos que não saíram na foto.
Pode-se dizer que não se trata de fatos muito conhecidos.
Aqui resumo alguns, apenas uns poucos.
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Quando foram desalojados do Paraíso, Adão e Eva mudaram-se para África, não para Paris.
Algum tempo depois, quando seus filhos já se haviam lançado pelos caminhos do mundo, foi inventada a escrita. No Iraque, não no Texas.
Também a álgebra foi inventada no Iraque. Foi fundada por Mohamed al Jwarizmi, há mil e duzentos anos, e as palavras algoritmo e algarismo derivam do seu nome.
Os nomes costumam não coincidir com o que nomeiam. No British Museum, por exemplo, as esculturas do Partenon chamam-se "mármores de Elgin", mas são mármores de Fídias. Elgin era o nome do inglês que as vendeu ao museu.
As três novidades que tornaram possível o Renascimento europeu, a bússola, a pólvora e a imprensa, haviam sido inventadas pelos chineses, que também inventaram quase tudo o que a Europa reinventou.
Os hindús souberam antes de todos que a Terra era redonda e os maias haviam criado o calendário mais exato de todos os tempos.
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Em 1493, o Vaticano presenteou a América à Espanha e obsequiou a África negra a Portugal, "para que as nações bárbaras sejam reduzidas à fé católica". Naquele tempo a América tinha quinze vezes mais habitantes que a Espanha e a África negra cem vezes mais que Portugal.
Tal como havia mandado o Papa, as nações bárbaras foram reduzidas. E muito.
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Tenochtitlán, o centro do império asteca, era de água. Hernán Cortés demoliu a cidade pedra por pedra e, com os escombros, tapou os canais por onde navegavam duzentas mil canoas. Esta foi a primeira guerra da água na América. AgoraTenochtitlán chama-se México DF. Por onde corria a água, agora correm os automóveis.
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O monumento mais alto da Argentina foi erguido em homenagem ao general Roca, que no século XIX exterminou os índios da Patagônia.
A avenida mais longa do Uruguai tem o nome do general Rivera, que no século XIX exterminou os últimos índios charruas.
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John Locke, o filósofo da liberdade, era acionista da Royal Africa Company , que comprava e vendia escravos.
No momento em que nascia o século XVIII, o primeiro dos bourbons, Felipe V, estreou o seu trono assinando um contrato com o seu primo, o rei da França, para que a Compagnie de Guinée vendesse negros na América. Cada monarca ficava com 25 por cento dos lucros.
Nomes de alguns navios negreiros: Voltaire, Rousseau, Jesus, Esperança, Igualdade, Amizade.
Dois dos Pais Fundadores dos Estados Unidos desvaneceram-se na névoa da história oficial. Ninguém se recorda de Robert Carter nem de Gouverner Morris. A amnésia recompensou os seus atos. Carter foi a única personalidade eminente da independência que libertou seus escravos. Morris, redator da Constituição, opôs-se à cláusula estabelecendo que um escravo equivalia às três quintas partes de uma pessoa.
"O nascimento de uma nação" , a primeira super-produção de Hollywood, foi estreado em 1915, na Casa Branca. O presidente, Woodrow Wilson, a aplaudiu de pé. Ele era o autor dos textos do filme, um hino racista de louvação à Ku Klux Klan.
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Algumas datas:
Desde o ano 1234, e durante os sete séculos seguintes, a Igreja Católica proibiu que as mulheres cantassem nos templos. As suas vozes eram impuras, devido àquele caso da Eva e do pecado original.
No ano de 1783, o rei da Espanha decretou que não eram desonrosos os trabalhos manuais, os chamados "ofícios vis", que até então implicavam a perda da fidalguia.
Até o ano de 1986 foi legal o castigo das crianças, nas escolas da Inglaterra, com correias, varas e porretes.
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Em nome da liberdade, da igualdade e da fraternidade, em 1793 a Revolução Francesa proclamou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. A militante revolucionária Olympia de Gouges propôs então a Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã. A guilhotina cortou-lhe a cabeça.
Meio século depois, outro governo revolucionário, durante a Primeira Comuna de Paris, proclamou o sufrágio universal. Ao mesmo tempo, negou o direito de voto às mulheres, por unanimidade menos um: 899 votos contra, um a favor.
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A imperatriz cristã Teodora nunca disse ser uma revolucionária, nem nada que se parecesse. Mas há mil e quinhentos anos o império bizantino foi, graças a ela, o primeiro lugar do mundo onde o aborto e o divórcio foram direitos das mulheres.
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O general Ulisses Grant, vencedor da guerra do Norte industrial contra o Sul escravocrata, foi a seguir presidente dos Estados Unidos.
Em 1875, respondendo às pressões britânicas, respondeu:
–Dentro de duzentos anos, quando tivermos obtido do protecionismo tudo o que ele nos pode proporcionar, também nós adotaremos a liberdade de comércio.
Assim sendo, em 2075, o país mais protecionista do mundo adotará a liberdade de comércio.
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"Botinzito" foi o primeiro cão pequinês que chegou à Europa.
Viajou para Londres em 1860. Os ingleses o batizaram assim porque era parte do botim extorquido à China no fim das longas guerras do ópio.
Vitória, a rainha narcotraficante, havia imposto o ópio a tiros de canhão. A China foi convertida num país de drogados, em nome da liberdade, a liberdade de comércio.
Em nome da liberdade, a liberdade de comércio, o Paraguai foi aniquilado em 1870. Ao final de uma guerra de cinco anos, este país, o único das Américas que não devia um centavo a ninguém, inaugurou a sua dívida externa. Às suas ruínas fumegantes chegou, vindo de Londres, o primeiro empréstimo. Foi destinado a pagar uma enorme indenização ao Brasil, Argentina e Uruguai. O país assassinado pagou aos países assassinos, pelo trabalho que haviam tido ao assassiná-lo.
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O Haiti também pagou uma enorme indenização. Desde que em 1804 conquistou a sua independência, a nova nação arrasada teve que pagar à França uma fortuna, durante um século e meio, para espiar o pecado da sua liberdade.
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As grandes empresas têm direitos humanos nos Estados Unidos. Em 1886, a Suprema Corte de Justiça estendeu os direitos humanos às corporações privadas, e assim segue sendo.
Poucos anos depois, em defesa dos direitos humanos das suas empresas, os Estados Unidos invadiram dez países, em diversos mares do mundo.
Então Mark Twain, dirigente da Liga Anti-imperialista, propôs então uma nova bandeira, com caveirinhas em lugar de estrelas. E outro escritor, Ambroce Bierce, confirmou:
–A guerra é o caminho escolhido por Deus para nos ensinar geografia.
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Os campos de concentração nasceram na África. Os ingleses iniciaram o experimento, e os alemães o desenvolveram. Depois disso Hermann Göring aplicou na Alemanha o modelo que o seu papa havia ensaiado, em 1904, na Namíbia. Os mestres de Joseph Mengele haviam estudado, no campo de concentração da Namíbia, a anatomia das raças inferiores. As cobaias eram todas negras.
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Em 1936, o Comitê Olímpico Internacional não tolerava insolências. Nas Olimpíadas de 1936, organizadas por Hitler, a seleção de futebol do Peru derrotou por 4 a 2 a seleção da Áustria, o país natal do Führer. O Comitê Olímpico anulou a partida.
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A Hitler não faltaram amigos. A Rockefeller Foundation financiou investigações raciais e racistas da medicina nazi. A Coca-Cola inventou a Fanta, em plena guerra, para o mercado alemão. A IBM tornou possível a identificação e classificação dos judeus, e essa foi a primeira façanha em grande escala do sistema de cartões perfurados.
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Em 1953, explodiu o protesto operário na Alemanha comunista.
Trabalhadores tomaram as ruas e os tanques soviéticos trataram de calar-lhe a boca. Bertolt Brecht, em seguida, sugeriu: Não seria mais fácil para o governo dissolver o povo e eleger outro?
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Operações de Marketing. A opinião pública é o alvo. As guerras se vendem mentindo, tal como se vendem os carros.
Em 1964, os Estados Unidos invadiram o Vietnam, porque o Vietnam havia atacado dois navios dos Estados Unidos no Golfo de Tonkin. Quando a guerra já havia trucidado uma multidão de vietnamitas, o ministro da Defesa, Robert McNamara, reconheceu que o ataque de Tonkin não existiu.
Quarenta anos depois, a história se repetiu no Iraque.
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Milhares de anos antes da invasão norteamericana levar a civilização ao Iraque, nesta terra bárbara nasceu o primeiro poema de amor na história mundial. Na língua suméria, escrito no barro, o poema narrou o encontro de uma deusa e um pastor. Inanna, a deusa, amou nesta noite como se fosse mortal. Dumuzi, o pastor, foi imortal enquanto durou essa noite.
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Paradoxos andantes, paradoxos estimulantes:
O Aleijadinho, o homem mais feio do Brasil, criou as mais belas esculturas da era colonial americana.
O livro de viagens Marco Pólo, aventura da liberdade, foi escrito na prisão em Gênova.
Don Quixote de La Mancha, uma outra aventura da liberdade, nasceu na prisão de Sevilha.
Foram netos de escravos, os negros que criaram o jazz, a mais livre das músicas.
Um dos melhores guitarristas de jazz, o cigano Django Reinhardt, não tinha mais que dois dedos em sua mão esquerda.
Não tinha mãos Grimod de Reynière, o grande mestre da cozinha francesa. Com garfos escrevia, cozinhava e comia.